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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ataques religiosamente motivados deixaram país em grande necessidade


NIGÉRIA (27º) - Os ataques mortais da véspera de Natal da região Central da Nigéria foram religiosamente motivados apesar do passado complicado da nação africana de lutas economicamente e socialmente alimentadas, diz a organização de missão.

Espectadores reúnem-se em torno de um carro queimado fora da Igreja Batista da Vitória em Maiduguri, Nigéria, sábado, 25 de dezembro, 2010. As autoridades dizem que dezenas de assaltantes atacaram a Igreja na véspera de Natal, matando o pastor, dois membros do coro e duas pessoas que passavam pela Igreja. A polícia está culpando os membros do Boko Haram, uma seita muçulmana radical.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sequência de ataques preocupa cristãos no país

SRI LANKA (36º) - Seguindo a derrota dos separatistas tâmeis em maio, ocorreram diversos ataques aos cristãos do Sri Lanka nas últimas semanas.

De acordo com a Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka (NCEASL) houve relatos de ataques nos distritos de Puttlam, Gampaha e Kurunegala no oeste do país, e nos distritos de Polonnaruwa, no centro, Mannar, no norte, e Matara, no Sul.

Recentemente, os agressores atearam fogo na igreja Assembleia de Deus em Norachcholai, no distrito de Puttlam, e destruíram o templo. O pastor recebeu ligações desesperadas dos vizinhos, avisando que o prédio estava em chamas, “imitando” um ataque similar, ocorrido há quase um ano, que destruiu a construção original no terreno.

Os membros da igreja registraram uma queixa na polícia, mas até a hora de publicação dessa notícia, nenhuma prisão havia sido realizada.

Um pastor da igreja do Evangelho Quadrangular e sua esposa visitavam um membro no vilarejo de Radawana, quando um grupo de 50 pessoas se reuniu na frente da casa e começou a gritar que não iriam tolerar atividades cristãs na região. Então, pediram para que o casal saísse da casa, agrediram o pastor com varas e jogaram um balde de esterco de vaca no pastor.

Essa perturbação continuou por duas horas antes que a polícia finalmente respondesse aos pedidos de socorro e chegasse até a casa, prendendo três pessoas que foram soltas após algum tempo.

Anteriormente, no dia 28 de junho, um grupo de mais de 100 pessoas, incluindo monges budistas, cercaram a casa de uma pastora de outra igreja Quadrangular no vilarejo. Na hora do ataque, a pastora, cujo nome foi omitido por questões de segurança, e seu marido estavam fora de casa. A filha de 13 anos do casal assistiu sem poder fazer nada quando o grupo invadiu, gritou palavrões e destruiu cadeiras e outros móveis.

Ao saber que sua casa estava sendo atacada, o casal correu para conseguir ajuda da polícia, mas o grupo já havia ido embora quando os policiais chegaram. A polícia os chamou duas vezes até a delegacia. Na segunda ocasião, manifestantes cercaram a pastora e outros que a acompanhavam, cuspindo e impedindo que eles entrassem na delegacia. Mais tarde, ela foi obrigada a assinar um documento prometendo não realizar cultos para pessoas de fora da família.

Também no distrito de Gampaha, um grupo destruiu a residência de Sanjana Kumara um cristão morador do vilarejo de Obawatte. A estrutura da casa ficou danificada sem possibilidade de reparos.

Os aldeões iniciaram uma campanha difamatória contra Sanjana depois que ele convidou seu pastor e alguns irmãos para orar pela construção de sua casa. Enquanto o grupo orava, cerca de 30 pessoas entraram na casa e ordenaram que o “culto” fosse interrompido. O grupo ameaçou matar Sanjana, dizendo que ele estava construindo um templo.

A população do Sri Lanka é 69,1% budista, 7,6% muçulmana, 7,1% hindu e 6,2% cristã, sendo que os outros 10% são não especificados.

Tradução: Portas Abertas

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mesmo com toque de recolher, ataques a cristãos continuam

NIGÉRIA (26º) - Os ataques à comunidade cristã em Bauchi, Nigéria, continuam apesar do toque de recolher. Pelo menos 11 pessoas foram mortas e mais de 1.500 ficaram desabrigadas, enquanto 14 igrejas, 8 paróquias, um mosteiro e inúmeras casas de cristãos foram demolidos durante um fim de semana violento em sete bairros muçulmanos de Bauchi.

A violência irrompeu após um incêndio em um mosteiro na manhã de sábado, 21 de fevereiro. Embora tenha sido atribuído a cristãos, acredita-se que foi causado por militantes procurando um pretexto para violência, como retaliação aos acontecimentos de novembro de 2008 em Jos, quando muçulmanos foram mortos ao desafiarem o toque de recolher estabelecido pelo governo.

Fontes locais informaram que em 13 de fevereiro, uma igreja no subúrbio de Bauchi pediu que um mosteiro recém-construído parasse de usar o terreno da igreja como estacionamento. Isso enfureceu os muçulmanos, que ameaçaram “vingar o que aconteceu em Jos”. Semanas antes, duas igrejas haviam sido demolidas e incendiadas.

Devido ao aumento da violência, o reverendo Turde pediu a imposição de um toque de recolher urgente na cidade. No entanto, o governador Isa Yuguda o determinou para apenas sete bairros, permitindo que os saques e incêndios continuassem no resto da cidade. Relatórios indicam que os agressores continuaram indo de igreja em igreja, de casa em casa, incendiando e atacando seus ocupantes durante todo o fim de semana. Apesar do toque de recolher, fontes afirmam que os seguranças não estavam em número suficiente. Pelo menos uma pessoa foi morta em 23 de fevereiro, e há rumores de que existam “homens armados se escondendo na floresta”, o que faz com que a comunidade cristã tema mais ataques.

Muitos cristãos estão indo para Jos, onde a maioria é cristã, por segurança. Outros desabrigados estão indo para acampamentos militares e quartéis da polícia em Bauchi.

O chefe executivo da Christian Solidarity Worldwide Nigéria, reverendo Yunusa Nmadu, disse: “Os cristãos de algumas regiões da Nigéria ficam mais inseguros à medida que os oficiais eleitos se preocupam mais em servir o interesse de um grupo religioso em detrimento ao outro, do que em assegurar que todos os cidadãos nigerianos desfrutem da liberdade religiosa garantida pela constituição. Os constantes assassinatos em Bauchi e o silêncio das autoridades diante deles auxiliam pouco na dissipação dessa ansiedade. É fundamental que o governo tome atitudes imediatas para garantir a segurança da comunidade cristã, levando uma quantidade maior de tropas até a área para acabar com a violência, e auxiliando aqueles que perderam tudo”.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Christian Solidarity Worldwide

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