Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O sonho de mudança é algo que não pode morrer


O significado da eleição; um trabalho a ser feito.
No dia 4 de Novembro de 2008, eu entrei em um avião para Memphis, pouco antes dos locais de votação serem fechados no leste. Ao sair do avião, perguntei a primeira pessoa que vi – um passageiro afro americano que segurava uma mala em sua mão – “você sabe quem venceu as eleições?” Ele, então, começou a me dar detalhadamente os resultados das eleições nos colégios eleitorais e a dizer em quais estados Barack Obama ainda precisaria confirmar sua vitória. Eu fiquei assustado com o quanto essa eleição era importante para um povo que por tanto tempo esperou para se ver livre, e que passou mais tempo oprimido do que liberto pela democracia.

No dia seguinte, eu fiz um tour pelo museu nacional de direitos civis, construído ao lado do hotel onde Martin Luther King Jr. foi assassinado. Por muitas vezes eu revisitei os cenários que conhecia tão bem, vindo de uma igreja do sul. Os corajosos estudantes universitários de Greensboro, na Carolina do Norte, que estavam em uma lanchonete quando garotos brancos começaram a jogar pontas de cigarros em seus cabelos, mostarda e ketchup em seu rosto e, então, os chutaram para fora, enquanto policiais brancos olhavam, rindo. As terríveis cenas de crianças leves ao vento em Birmingham, lançadas longe por mangueiras com jatos de água; ou o incêndio no ônibus Caminho da liberdade, no Alabama e os cadáveres não enterrados no Mississipi.

Olhando para trás, é inimaginável pensar que essas atrocidades eram cometidas contra pessoas que estavam buscando seus direitos básicos de dignidade: direito ao voto, a comer em restaurantes, se hospedar em hotéis e se matricular em faculdades. (duzentos homens da guarda nacional escoltavam James Meredith para a primeira classe, enquanto pessoas morriam nas revoltas que aconteciam nas cidades).

Do lado de fora do museu, as palavras do discurso final de King “eu estive no topo da montanha” estavam gravadas; palavras que ficaram presas em minha garganta naquele dia de sol, horas depois que Obama foi eleito: “Eu posso não ir lá com vocês, mas quero que saibam que hoje nós, como povo, entraremos na terra prometida”. No dia seguinte àquele discurso, King estava morto sobre uma poça de sangue, no lugar onde eu me encontrava.

Em nenhum aspecto eu ignoro as diferenças políticas entre Obama e a maioria dos evangélicos. Entretanto, ao menos poderíamos refletir e nos arrepender por termos compartilhado o pecado do racismo nessa nação, desde sua fundação? Se passaram 150 anos, até que os Batistas do Sul pedissem perdão por seu apoio à escravidão; A universidade Bob Jones só reconheceu há três meses seu erro ao barrar estudantes negros até 1971. A simples palavra “desculpa” – “nós falhamos na forma pela qual representamos nosso Senhor e na maneira pela qual não amamos nosso próximo como a nós mesmos” – se aplica a muitos de nós, a muitos evangélicos que se opõem à causa dos direitos civis. Será que agora poderemos responder ao chamado de um líder para o respeito racial e reconciliação?

Durante a campanha, eu recebi terríveis emails que falavam que Obama era um filho da África (um continente negro e sombrio, onde há matanças, adoração a demônios e onde a violência quase funciona como regra); um filho do Islã (uma religião que se baseia em total submissão a um deus de força, que vinga os infiéis); e um fraudulento cuja língua está inflamada com fogo e com as chamas do inferno. Até onde chegaremos, afinal?

Duas semanas após as eleições eu viajei para a Índia, onde me encontrei com líderes cristãos que têm trabalhado para mudar o institucional quadro de discriminação que vige naquele país, o sistema de castas. Um colega me disse: “vocês americanos estão celebrando a eleição de um presidente negro depois de 250 anos; nós estamos esperando a libertação desse sistema de castas há 4000”. A rede de libertação dos Dalits trabalha por 160 milhões de Dalits, conhecidos nominalmente como os intocáveis. Embora nominalmente hindus, eles não são autorizados a entrar em seus templos. Por isso, recentemente muitos têm se tornado muçulmanos, budistas ou cristãos. Logo acima deles estão os Other Backward Castes, que abarca mais da metade da população da Índia: 500 milhões de pessoas. Alguns ativistas que vêm deste sistema vêem o hinduísmo como um modelo opressor de estruturação social, designado a mantê-los em seus “devidos lugares”. Evidentemente, qualquer sinal de agitação provoca reação dos fundamentalistas que desejam manter as coisas do jeito que estão.

Joseph D’Souza, presidente do conselho cristão para toda a Índia, disse: “Missionários mais antigos direcionaram seus esforços para os Brahmins, uma casta superior, esperando que isso trouxesse conseqüências sobre as castas inferiores. Não aconteceu. Agora estamos trabalhando da base”. Da forma como ele descreveu as coisas na Índia, eu não podia ajudar, senão pensando em algo similar em meu país. Alguns evangélicos estão balançando suas mãos por causa da perda de acesso aos corredores do poder. Talvez seja nossa hora de, como na Índia, começarmos a trabalhar de baixo para cima.


Copyright © 2009 por Christianity Today International

(Traduzido por Daniel Leite Guanaes)

Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Falta de unidade limita crescimento eleitoral dos evangélicos

O crescente número de evangélicos registrado nos últimos anos faz do segmento um atraente nicho de potenciais eleitores. De 1940 a 2000, passaram de 2,6% para 15,4% da população brasileira. Hoje, são cerca de 30 milhões de fiéis em todo o país. Por outro lado, rejeição por parte de setores laicos ou ligados a outras religiões e falta de unidade entre as igrejas têm limitado o poder político do rebanho.

Nessas eleições municipais, a representatividade política da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB) apresentou queda de quase 9% em relação ao resultado obtido em 2004. A igreja possui aproximadamente 8,5 milhões de fiéis, segundo dados do IBGE no Censo 2000, o que faz dela a mais numerosa do país, com 28% de todos os evangélicos do país. No pleito de 2004, a CGADB emplacou 1.080 vereadores. Este ano, dos 1.400 nomes lançados, 920 foram eleitos.

O presidente do Conselho Político da CGADB, pastor Ronaldo Fonseca, acredita que não há motivos para preocupação. Para ele, a variação é leve e natural, fruto de um acaso derivado do quociente partidário - que representa o número de vagas que cada partido ocupará, resultado da divisão entre o número total de votos obtidos e de vagas destinadas ao cargo em questão. “Nosso trabalho nessas eleições aumentou. Essa queda é pequena e não muda nada”, avalia.

Apesar de não ser tão significativo, o número representa o descompasso que o segmento vive. O número de fiéis aumenta, mas a penetração política não. O surgimento de igrejas evangélicas com orientações diversas e sem articulação entre si é apontado como um obstáculo para a coordenação do poder de eleição dos fiéis.

“Cresceu bastante o número de igrejas, mas é muito fragmentado. No segmento católico, é bem mais fácil articular, pois é uma única igreja. Nós temos inúmeras denominações, cada uma com um líder”, explica o deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso.

As facilidades para abrir uma nova igreja evangélica e a ausência de normas rígidas de controle são motivos de fragmentação das vertentes políticas de cada denominação. O pastor Celso Carbonara, de uma congregação da Assembléia de Deus em Brasília, admite a independência. “Não é como abrir um McDonald’s, que toda loja tem que seguir um padrão. É como abrir uma empresa, pode usar o nome sem autorização da matriz”, relata.

João Campos justifica, assim, a dificuldade para obtenção de dados concretos sobre a influência política dos evangélicos. Até o momento, a frente desconhece o número de candidatos eleitos apoiados pelas igrejas este ano e, mesmo, nas eleições passadas. No entanto, o deputado acredita que a diversificação deve ser encarada com otimismo.

(Fonte: Jornale Curitiba)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

“Política e Igreja”: evento discute sobre o cristão e a sociedade em época de eleições

Posicionamentos da igreja e dos cristãos no cenário político e social são o foco das discussões no evento “Política e Igreja: A Igreja pode atuar na Política? A Política pode atuar na Igreja?”. A intenção é reunir especialistas políticos cristãos para procurar responder, junto com o público, à questão sobre até onde e de que forma igreja e política podem caminhar juntas. O tema foi escolhido pela proximidade das eleições, fase que leva os cidadãos a refletirem sobre sua posição política e atuação social. No meio cristão não é diferente e a discussão sobre como a fé pode levar ao compromisso com a sociedade deve ser realizado em escolas dominicais e eventos especiais nas igrejas. O debate “Política e Igreja” ocorre na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto, a partir das 14h30. Todos que se interessam em aprofundar ou obter esclarecimentos sobre tema são convidados a participar.

A organização do evento coloca como objetivo também “apresentar ações oportunas no contexto dos posicionamentos” e “responsabilizar o indivíduo a ser um agente cidadão transformador e multiplicador consciente da boa consciência, da ética e de soluções efetivas no conjunto do mandato cultural, social e espiritual de Deus”. Dois versículos pautam e incentivam as discussões: “Jesus disse: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33) e “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor” (Lucas 4: 18 à 19).

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2201-1709 ou pelo e-mail classedesafios@yahoo.com.br.
Fonte: Agência Soma

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails