Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Os amigos de Jó e os desafios do aconselhamento pastoral

Sergio Dario Costa Silva

"Ouvindo os três amigos o que acontecera a Jó, [...] combinaram ir juntos consolá-lo [...] ergueram a voz e choraram [...] sentaram com Jó na terra, sete dias e sete noites, e nenhum dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande." (Jó 1.11-13)

Aconselhar bem é um grande desafio até mesmo para os mais experientes conselheiros. Não se limita ao desejo de ajudar alguém ou vontade de ver a situação do aconselhado mudada. Aconselhar inicia-se com este desejo, mas não se limita a isto. Então como ajudar alguém eficazmente no aconselhamento? Ou melhor, o que significar ajudar? Como saber se estamos, de fato, ajudando ou não? Às vezes pensamos que estamos ajudando quando, na verdade, estamos prejudicando ou impedindo que a pessoa cresça.

Quanto ao texto apresentado, nota-se que os amigos de Jó possuíam um enorme desejo de ajudá-lo; contudo, no final de todo o processo, o livro mostra que os três amigos não foram felizes como conselheiros. Comumente as pessoas condenam a postura dos amigos de Jó, porém esquecem que eles, até certo ponto do processo do aconselhamento, agiram como bons conselheiros. Logo, podemos aprender alguns aspectos importantes do aconselhamento à partir da experiência desses três homens.

Primeiro, os três amigos, quando ficaram cientes da triste situação de Jó, decidiram imediatamente consolá-lo, desejando confortá-lo e ajudá-lo. Os amigos não foram indiferentes à situação de Jó; pelo contrário, deixaram suas obrigações e compromissos pessoais para ir onde ele se encontrava. O texto não diz que foi Jó quem os chamou, logo, entende-se que a iniciativa partiu deles. Dentro desta perspectiva, pode-se notar um clima de preocupação e desejo de ajudar o amigo aflito.

Segundo, os três amigos demonstraram um alto grau de empatia que se espera de um conselheiro. Eles “ergueram a voz e choraram”, demonstrando um elevado grau de compaixão, sentindo a dor do sofrimento de Jó. A empatia é a “tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa” (Dicionário Aurélio). Tal sentimento precisa ser sincero e espontâneo.

Terceiro, os amigos se colocaram na posição do aflito, “sentaram com Jó na terra”. Eles não se portaram como curiosos que observam de longe a miséria dos aflitos com o sentimento de pena ou zombaria. Esta aproximação, não apenas física mas também psicológica, é fundamental no processo do aconselhamento.

Quarto, os amigos sensibilizaram com a dor de Jó e não menosprezaram ou minimizaram o grau de seu sofrimento, pois “nenhum dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande”. Logo, nunca diga para o seu aconselhado que o problema enfrentado por ele é pequeno, que o sofrimento é insignificante, ou que não há necessidade para tamanha dor e lamento.

Mas, onde foi que os três amigos erraram? Por que eles são ditos como maus conselheiros? Qual foi o grave pecado deles em relação ao papel de conselheiro? A partir do capítulo 3, Jó deseja descobrir a razão de seu sofrimento e o grande erro dos três amigos foi a tentativa de justificar o sofrimento, respondendo os questionamentos levantados pelo aflito Jó. Deve-se evitar responder perguntas que não temos respostas, tais como: por que Deus levou meu filho tão jovem? Por que Deus não evitou esta tragédia, se ele é poderoso? No momento de crise as pessoas fazem questionamentos, querem respostas e justificativas, pois acreditam que se sentirão mais aliviadas sabendo a razão do sofrimento.

Os amigos erraram por que caíram na tentação de responder perguntas que não deveriam ser respondidas. Eles “não disseram de Deus o que era reto”, (Jó 30.7), não conheciam os propósitos de Deus para Jó, e por isso julgaram-no do prisma da teologia da retribuição. A teologia da retribuição é uma verdade bíblica, pois, de fato, as bênçãos divinas seguem os justos e as maldições, os injustos. Contudo, Deus está acima dessa teologia; o justo pode sofrer e o ímpio pode até prosperar (cf. Sl 73). Os amigos concluíram que o pecado era a razão do sofrimento de Jó. Logo, a compreensão errada da teologia da retribuição resultou numa justificativa equivocada do sofrimento de Jó, e consequentemente transmitiram uma imagem deturpada de Deus. Quando respondemos perguntas que não deveriam ser respondidas, não ajudamos o aconselhado, pelo contrário, passamos uma imagem errada de Deus para o aflito.

Enfim, o caráter de Deus nunca deve ser julgado à partir das circunstâncias. Deus é e sempre será justo, reto, misericordioso e compassivo. Muitas tragédias não podem ser justificadas; logo, o conselheiro precisa entender que seu papel não é responder todas as perguntas e todos os questionamentos difíceis dos aconselhados, mas ajudá-los a processar as perdas, ouvindo-os, demonstrando-lhes empatia, não minimizando a dor do aflito e confortando-os com palavras sábias.


• Sergio Dario Costa Silva é mestre em teologia exegética do Antigo Testamento e professor no Seminário Presbiteriano Renovado Brasil Central.

Justiça em Gojra age em favor de cristãos

PAQUISTÃO (14º) - Os cristãos de Gojra, Paquistão, agradeceram o Chefe de Justiça do Supremo Tribunal de Lahore, Khawaja Muhammad Sharif, por agir contra o ex-delegado da área de Faisalabad, Ahmed Raza Tahir.

Ahmed Raza Tahir trabalhou como delegado em Faisalabad no ano passado, na época da carnificina contra os cristãos em Korian e Gojra, em que muitas casas foram incendiadas e inúmeros cristãos foram mortos.

domingo, 30 de maio de 2010

HOJE É DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA



DIP é o Domingo da Igreja Perseguida, evento que acontece há 20 anos e foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas. Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida.

Por ser um dia todo separado ao propósito de apresentar a realidade vivida por cerca de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo, várias atividades podem ser elaboradas para chamar a atenção dos membros de sua igreja.
Ano passado, 4.200 congregações participaram do DIP. Para 2010, estamos aguardando que mais igrejas estejam à frente desse importante evento de conscientização para os cristãos brasileiros.

Para participar, clique aqui e preencha o cadastro.
Neste site, você poderá obter ideias de atividades, materiais para download como cartazes, sugestões de camisetas, banners para utilizar nos sites de suas igrejas e blogs. Além disso, você pode conhecer a opinião dos organizadores do evento do ano passado, ver fotos e vídeos.
Faça parte da história de vida de milhares de cristãos que sofrem perseguição, divulgando e conscientizando o maior número de pessoas possível.
Afinal, se tudo o que eles enfrentam fosse com você, você gostaria que outras pessoas soubessem o que você passa, não gostaria?

Realização:

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Casais cristãos impedidos de voltar para casa devido à ameaças

PAQUISTÃO (14º) - Muçulmanos armados com pistolas e rifles aguardaram dois casais cristãos voltarem para sal casa, pretendendo matá-los porque os recém-casados registrarem uma queixa na polícia contra os muçulmanos, alegando que eles acusaram os casais falsamente de profanar o Alcorão.

Os cristãos Atiq Joseph e Qaiser William e suas esposas foram até um local desconhecido depois que os cristãos da cidade de Gulshan-e-Iqbal, em Karachi, os alertaram que havia muçulmanos armados na frente da casa dos casais, conta Saleem Khurshid Khokhar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Domingo da Igreja Perseguida


DIP é o Domingo da Igreja Perseguida, evento que acontece há 20 anos e foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas. Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida.
Por ser um dia todo separado ao propósito de apresentar a realidade vivida por cerca de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo, várias atividades podem ser elaboradas para chamar a atenção dos membros de sua igreja.
Ano passado, 4.200 congregações participaram do DIP. Para 2010, estamos aguardando que mais igrejas estejam à frente desse importante evento de conscientização para os cristãos brasileiros.
Para participar, clique aqui e preencha o cadastro.
Neste site, você poderá obter ideias de atividades, materiais para download como cartazes, sugestões de camisetas, banners para utilizar nos sites de suas igrejas e blogs. Além disso, você pode conhecer a opinião dos organizadores do evento do ano passado, ver fotos e vídeos.
Faça parte da história de vida de milhares de cristãos que sofrem perseguição, divulgando e conscientizando o maior número de pessoas possível.
Afinal, se tudo o que eles enfrentam fosse com você, você gostaria que outras pessoas soubessem o que você passa, não gostaria?
Realização:

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Radicais hindus destroem templo em construção

ÍNDIA (26º) - Uma igreja ainda em construção em Anantpur, Andhra Pradesh, foi demolida no dia 23 de maio, domingo, às 9h, por um grupo de radicais hindus. Eles também colocaram um ídolo de Hanuman, um deus hindu, à esquerda do que seria o templo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jovens cristãs são inocentadas de todas as acusações



IRÃ (2º) - Após 14 meses de sua prisão por suas atividades cristãs, Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh foram inocentadas de todas as acusações contra elas. No entanto, as autoridades iranianas alertaram que futuras atividades cristãs no Irã terão consequências sérias.

No sábado, dia 22 de maio de 2010, as jovens deixaram o Irã e chegaram em segurança a outro país. Sam e Lin Yeghnazar, fundadores do ministério Elam e pais espirituais de Maryam e Marzieh, as encontraram no aeroporto. Foi uma reunião emocionante.

domingo, 23 de maio de 2010

Uma das regiões mais difíceis de se evangelizar

COMORES (16º) - Comores ocupa a 16ª posição na Classificação de países por perseguição. Há praticamente duas Igrejas no país: a Igreja Evangélica Internacional (na capital), e a Igreja clandestina, formada por convertidos comorenses que se reúnem nas casas.

A Igreja Evangélica Internacional foi fundada na década de 1970. Embora haja pessoas de outras nacionalidades que frequentem essa Igreja, ela foi e continua a ser frequentada majoritariamente por indivíduos e famílias malgaxes. Essa Igreja, tradicionalmente, é voltada apenas aos seus membros e não tenta evangelizar os comorenses. Isso se deve, primariamente, ao medo de ser expulsa da ilha, caso alguém seja apanhado compartilhando o cristianismo com os nativos. Entretanto, nos últimos dois anos, houve uma mudança significativa na perspectiva e atuação das áreas humanitárias e espirituais.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nova onda de expulsão de estrangeiros afeta igreja

MARROCOS (37º) - A agência de notícias International Christian Concern (ICC) foi informada de que, desde 10 de maio, 23 estrangeiros receberam uma notificação de expulsão do Marrocos, marcando uma segunda onda de deportações de cristãos no país.

Um porta-voz da embaixada norte-americana no Marrocos disse em uma entrevista: “Estamos muito preocupados com isso. Ainda que dessa vez havia menos norte-americanos foram expulsos, estamos acompanhando o caso de perto. Já conversamos sobre isso com as autoridades marroquinas”.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Estudantes feridos falam sobre o privilégio de sofrer por Cristo

ÍNDIA (26º) - Os missionários em treinamento pela Gospel for Asia falaram sobre o privilégio que sentiram ao sofrer por Cristo após serem atacados em sua faculdade bíblica em Mumbai, Índia, no início do mês.

Sete estudantes ficaram gravemente feridos quando um grupo invadiu o campus da faculdade bíblica na noite de domingo em Mumbai, Índia. Os alunos estavam preparando sua refeição quando os agressores, armados com paus e barras de ferro, entraram no campus e começaram a bater neles. Os cristãos tentaram conversar com seus agressores e perguntar qual era a queixa contra eles, mas não obtiveram resposta (saiba mais).

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails