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sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Ainda amo Jesus. Mas não posso demonstrar"

ÁSIA CENTRAL - Lola e Alfia moram na mesma rua em um vilarejo da Ásia Central. A maior parte da vila é muçulmana, embora muitas pessoas não sejam praticantes.

Lola contou que, um dia, correu a notícia no vilarejo de que algumas pessoas se distanciaram da tradição e começaram a adorar o deus russo (ou seja, se tornaram cristãs). O pensamento corrente era: “Claro que eles tinham recebido dinheiro dos estrangeiros! Por que então uma pessoa poderia querer o cristianismo?”

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cristãos não podem se reunir para realizar atividades comuns


UZBEQUISTÃO (10º) - Invasões policiais durante cultos, ameaças, multas muito caras, confisco e destruição de materiais e textos religiosos. Em muitas regiões do Uzbequistão, a perseguição sistemática aos cristãos pela polícia e pelas autoridades continua. Eles são “culpados” de se encontrar em casas para orar, ao ponto de que uma festa de aniversário é considerada uma reunião ilegal.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Planeta não suporta crescimento ilimitado

(ALC) A farra do consumo acabou. Os recursos do planeta Terra são limitados e não suportam um sistema de crescimento ilimitado, como se apresenta o capitalismo. O modelo econômico é baseado em produção e consumo infinitos.

O alerta vem de pensadores, de várias partes do planeta. “É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião”, proclama o economista, sociólogo e antropólogo francês Serge Latouche. A alternativa é essa: decrescimento ou barbárie, aponta.

“A premissa de crescimento precisa ser rompida. Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte. Essa é uma impossibilidade”, diz o professor Paulo Durval Branco, em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

A premissa de crescimento precisa ser rompida. “Ela não responde a uma civilização que habita um planeta que é um só e que possui uma capacidade de suporte”, salienta Duval Branco.

Se a gente olhar para esse pequeno planeta chamado Terra, percebe-se que a natureza funciona em sistema circular. O economista e professor da Universidade Católica de São Paulo, Ladislau Dowbor, explica o sistema circular:

- Os pássaros comem as frutas e espalham as sementes; as folhas que caem são incorporadas ao solo que, por sua vez, se torna fértil e permite o surgimento de outras plantas, ou seja, todo o sistema é circular, de reutilização dos diversos recursos existentes. A vida está baseada nisso.

O sistema econômico não é circular, mas linear. “Pegamos recursos naturais, transformando-os em uma indústria, consumimos e jogamos no lixo sob a forma de plástico. Com isso estamos acabando com o petróleo do planeta e não estamos recolocando de volta as bases energéticas utilizadas, assinala.

Esse modelo não funcionará por muito tempo, pois os recursos naturais se esgotam e as mudanças climáticas podem colocar a economia e a sociedade diante de uma catástrofe planetária, frisa ao IHU o ambientalista Henrique Cortez.

A crise financeira que explodiu nos Estados Unidos no ano passado mostra que ela não se limita a aspectos financeiros, mas também diz respeito à destruição ambiental e à injusta distribuição da renda. Pensadores defendem uma nova sociedade, com um novo modelo econômico, que respeite os limites ecológicos do planeta.

O consumo, afirma Cortez, é um ato político e econômico e, nesse sentido, “deve ser ético, responsável e sustentável”. Durval Branco vê na proposição de uma economia ecológica ou da ecoeconomia um caminho para se discutir um modelo pós-crise. Nesse modelo, o processo de produção seria regido pelo ecossistema, pela biosfera.

Latouche fala de uma sociedade ecossocialista e mais democrática. “Queremos um desenvolvimento que seja sustentável, economicamente inclusivo, socialmente justo e ambientalmente responsável”, define Cortez, que se declara um ecossocialista, embora não tenha qualquer proximidade com a esquerda.

Não pode haver um consumo ético a menos que todos os cursos sociais e ambientais sejam incluídos no preço, frisa a economista e consultora inglesa Hazel Henderson.

Trata-se de uma mudança do paradigma produtivo e de questionamento da sociedade de consumo atual, diz a professora Isleide Arrua, da Fundação Getúlio Vargas, na entrevista ao IHU.

O consumo ético, afirma, levanta a bandeira na defesa de questões relacionadas ao meio ambiente, ao comércio justo, a um novo modelo de sustentabilidade em seu sentido mais amplo.

Isleide entende que a humanidade talvez esteja vivendo três grandes tipos de esgotamento, que, juntos, poderiam provocar mudanças: o esgotamento dos recursos naturais, do mercado de produção e consumo de massas, e o esgotamento de “um certo imaginário social que se construiu em torno da idéia de que consumo seria sinônimo de felicidade”.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Evangélicos agredidos por não participarem de festas católicas


Saiba mais sobre a Igreja no México
MÉXICO (*) - Na comunidade de Nachij, em Zinacantán, moradores e autoridades agrediram cinco evangélicos que se recusaram a participar de festividades católicas.

Em novembro de 2008, moradores em Nachij foram convocados pelas autoridades locais para receber suas tarefas para um festival católico. Cinco homens evangélicos, José Sanchez Perez, Nicolas Perez Lopez, Manuel Gomez Perez, Pedro Perez Hernandez e Mariano Perez Vazquez, que se recusaram a aceitar os trabalhos designados para eles. Estavam determinados a sustentar sua crença de que Jesus é único Deus verdadeiro, a quem eles servem com total dedicação e humildade.

Todas as vezes que pediam para que os evangélicos aceitassem as tarefas, eles diziam “não”. A população católica se enfureceu com os homens, os agrediram fisicamente e ameaçaram, dizendo que se não cumprissem com seus deveres, teriam que pagar uma multa. Eles permaneceram firmes; aceitaram a agressão e não cederam às ameaças dos católicos. Eles continuaram como firmes testemunhas de Cristo.

Essa comunidade é parte do município de Zinacantán, que faz fronteira com San Juan Chamula, Chiapa de Corzo, Acala e San Cristóbal de las Casas. Nesses lugares nativos, os católicos esperam receber pelos festivais que celebram. Também pedem que os moradores trabalhem em funções específicas ajudando no planejamento dos festivais. Antigamente, muitos dos evangélicos que moram em Nachij colaboraram com as festividades para evitar problemas com a igreja católica. No entanto, houve uma mudança de atitude no ano passado. Os novos convertidos não querem participar das práticas católicas, e isso faz com que os evangélicos mais antigos também entrem na luta contra a participação obrigatória nesses rituais.

Existe um preço a pagar por seguir a Cristo nessa região. Uma mudança está acontecendo nas comunidades, à medida que os evangélicos se comprometem, de todo coração e alma, a não servir dois senhores. Ore por esses cristãos que tomaram a decisão por Cristo, e vão até o fim, enfrentando o que for preciso.

Tradução: Deborah Stafussi

Missão Portas Abertas

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