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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quando um cristão foge de seu país, a Igreja encolhe

INTERNACIONAL - Os sites de notícias e jornais dessa semana divulgaram com algum destaque que, em 2009, os afegãos foram os que mais buscaram asilo em outros países. Iraquianos e somalis ocupam as duas posições seguintes no relatório de 2009 da Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados).


Foram 26 mil os cidadãos do Afeganistão que buscaram refúgio em outros países. No Iraque foram 24 mil e na Somália, 22,5 mil.



O cenário de guerra talvez seja o mais marcante traço em comum dos três países.  Mas, há outra particularidade que marca essas nações: elas fazem parte da lista dos 50 países em que há mais perseguição aos cristãos. 



site da Acnur informa que “são refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa. Posteriormente, definições mais amplas passaram a considerar como refugiados as pessoas obrigadas a deixar seu país devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.”



Fortalecidos para ficar



As imagens de devastação causada pela guerra e pelo terrorismo que costumam aparecer na televisão parecem ser motivos mais que suficientes para que milhares de pessoas tenham tomado a decisão de deixar sua terra natal. Mas, quantas delas fizeram isso porque, além de vivenciarem todo o horror da guerra, sentem-se perseguidas pelo simples fato de serem cristãs?



Talvez não seja possível responder a essa pergunta de modo imediato, mas, seja qual for esse número, ele representa pessoas a menos na Igreja desses países. 



Os projetos da Portas Abertas têm por objetivo justamente fortalecer os cristãos perseguidos, para que eles perseverem na fé e continuem a ser sal e luz em suas comunidades. 



Não é possível julgar os motivos que levam um afegão, um iraquiano ou um somali a deixar sua pátria, sua família ou, quem sabe, sua igreja. Mas é possível trabalhar para que aqueles irmãos que desejam permanecer em seus países sejam fortalecidos, ao saber que não estão esquecidos, que o Corpo de Cristo se mobiliza em ação e oração para sustentá-los em suas dificuldades. 



Você está convidado a engajar-se nessa causa.



Cristina Ignacio


Fonte: www.portasabertas.org.br


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